A cidade de Rio Branco já foi chamada por outros
nomes. Ela tem origens quando da chegada, na região
do Acre, do seringalista Neutel Maia, em fins de 1882,
juntamente com sua família e trabalhadores que
trazia para a produção de borracha, onde
fundou seu primeiro seringal à margem direita do
rio Acre (onde hoje está localizada a árvore
da gameleira), iniciando ali as construções
de barracões e barracas, dando o nome de Seringal
Volta da Empresa (onde hoje está localizado o chamado
Segundo Distrito), por estar assentado onde o rio faz
a curva. Em seguida, abriu outro seringal na margem esquerda
do rio Acre, onde hoje está instalado o Palácio
do Governo do Acre, com o nome de Seringal Empresa. |
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Neutel Maia, então, abriu dois seringais em 1882,
quando de sua chegada ao Acre, onde hoje está assentada
a cidade de Rio Branco, de um lado e de outro do rio Acre,
em terras antes ocupadas pelas tribos indígenas
Aquiris, Canamaris e Maneteris.
Depois de terminada a chamada Revolução
Acreana, após a assinatura do Tratado de Petrópolis
em 17 de novembro de 1903, Cunha Matos, a mando do governo
federal, chegou ao Acre em 18 de agosto de 1904, para
governar, como prefeito, o Departamento do Alto Acre até
1905.
Cunha Matos escolheu para montar a sede
de sua prefeitura, de forma provisória, a localidade
povoada do seringal Volta da Empresa, à margem
direita do rio Acre, no dia 19 de agosto de 1904, passando
o local a ser chamado de Vila Rio Branco no dia 22 de
agosto de 1904, onde hoje está localizado o Segundo
Distrito da cidade de Rio Branco.
Em 13 de junho de 1909, o então
prefeito do Departamento do Alto Acre, Coronel Gabino
Besouro, mudou a sede da prefeitura para a margem esquerda
do rio Acre, onde hoje funcionam os principais órgãos
públicos do Estado Acre, como: Palácio do
Governo, Tribunal de Justiça, Assembléia
Legislativa e Palácio das Secretarias, nas terras
do seringal Empresa, recebendo o nome de cidade de Penápolis,
onde a terra era mais alta, não sujeita às
alagações do rio Acre. Foi uma instalação
definitiva.
Em 1910, o prefeito Leônidas Benício
de Melo, assinou uma Resolução criando a
cidade de Empresa, juntando a Vila Rio Branco (no Seringal
Volta da Empresa, do lado direito do rio Acre) e a cidade
de Penápolis (Seringal Empresa, do lado esquerdo
do rio Acre).
Em fevereiro de 1911, o prefeito Deocleciano
Coelho de Souza, adotou novamente o nome de cidade de
Penápolis.
De forma definitiva, em 1912, os dois
lados da cidade passam a se chamar cidade de Rio Branco,
em homenagem ao Barão do Rio Branco.
Rio Branco tornou-se a capital do Acre em 1920.
De 1904 a 1920, Rio Branco evoluiu bastante
como sede do Departamento do Alto Acre. A 11 de agosto
de 1910 começou a funcionar a sua primeira agência
dos Correios e Telégrafos. A Estação
Radiotelegráfica foi instalada em 11 de fevereiro
de 1911. Em 1916, no dia 13 de abril, Rio Branco recebeu
sua primeira usina elétrica. O seu primeiro serviço
telefônico foi inaugurado em 7 de setembro de 1917.
Em 13 de abril de 1918 foi inaugurado o primeiro hospital
de Rio Branco chamado de “Santa Casa de Misericórdia
do Acre”.
À margem direita do rio Acre, onde
está situado o Segundo Distrito da cidade de Rio
Branco, em anos iniciais do século XX, localizava-se
o bairro Beirute, numa reconhecida homenagem ao grande
número de comerciantes sírios e libaneses,
à rua chamada de 17 de novembro, beirando o rio
Acre. Esses comerciantes imigrantes influenciaram as autoridades
do Departamento do Alto Acre para que a primeira sede
da prefeitura fosse instalada daquele lado do rio Acre.
Para esclarecimentos, as margens direita
e esquerda de um rio são sempre estabelecidas pelo
percurso de suas águas em descida, ou seja, da
nascente para a foz. De costas para a nascente do rio
conseguimos definir quais as suas margens direita e esquerda.
Mais informações: História
do Acre
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